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sábado, 6 de agosto de 2011

Melhor trailer de 2011

O melhor trailer de 2011 foi com certeza o de Namorados para Sempre (Blue Valentine).
Infelizmente o filme não chega ser tão bom, mas o trailer e brilhante.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Star Wars 3D, George Lucas sem criatividade


Está surpreso? Sim, é Star Wars 3D.

Sim, mais uma vez o senhor George Lucas está mostrando o vazio que virou sua mente com o término de "A vingança dos sith". Depois de 30 anos sem ter uma boa idéia, o diretor quer fazer dinheiro reciclando seu velho e único material descente. Depois de públicações de HQs, infinitos livros, e diversas animações, tanto para o cinema, quanto para a televisão, o velho mago anuncia que está convertendo todos os 6 filmes da série para a tecnologia 3D. O primeiro filme nesse formato "O episódio I: A ameaça fantasma" será lançado em 2012, seguido cronologicamente pelos restantes lançados um a cada ano. Essa noticia é ruim? Não, de todo, os fãns ficarão desesperados, as salas de cinema do mundo todo ficarão cheias por semanas e se o senhor Lucas fez, até agora 2 bilhões de dollares com os filmes, com o formato 3D dobrará, ou triplicará seus ganhos. 
Não sou muito fã de Star Wars, mas respeito os filmes bastante, até por que, "O retorno de Jedi" foi o filme que assisti na primeira vez que fui ao cinema, desde lá foi amor a primeira vista.
Também não posso dizer que não irei ver aos filmes em 3D, vou, porém com um sentimento de tristeza, pois tudo que será projetado na tela não apresenta nenhuma novidade, são as mesmas cenas, a mesma tecnologia, a mesma história, no fundo todos esses lançamentos sobre a série só servem para esconder que George Lucas não sabe fazer outra coisa, é um homem de uma única grande idéia e só. E, ao invés, de gastar seu tempo e esforço em um novo projeto, o homem que um dia foi chamado de gênio, prefere se empenhar em fazer sempre a mesma coisa com pequenas variações. Para as pessoas que trabalham com cinema, para nós espectadores e para o próprio cinema, esse andar em círculos dos realizadores, preferindo repetir fórmulas prontas no lugar de criar novos projetos, não é nada bom e um pouco desanimador.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A crise


A crise financeira global passou, e dos seus escombros o mundo tem conseguido se reconstruir, porém agora uma nova crise está rondando, alguns dizem ser uma crise menor e sem importância, para outros se torna um pesadelo crescente. A crise da qual me refiro é a crise do cinema, tanto do cinema mainstream americano, sendo Hollywood seu maior expoente, quanto no resto do mundo. Não é a primeira vez que isso acontece, a mais recente foi a crise dos anos 80 e inicio dos anos 90, que possibilitaram um reinado temporário dos filmes de ação sem profundidade e escritos por alunos do curso primário, foi a era dos "Rambos", dos "Van Dammes", dos "Steven Seagals". Tempo das sequências arrastadas e arrasadas do "Poderoso Chefão 3(1990)", "Alien(1987)", "Exterminador do futuro(1984)". A década das grandes decepções das prêmiações do Oscar como "Dança com Lobos(1991)", "Conduzindo Miss Daisy(1990)", "Entre dois amores(1986)", "Carruagem de Fogo(1982)". A lista é imensa, tem "Coocon", "De volta para o futuro", "Indiana Jones". Só não podemos dizer que foi uma época perdida, por ter alguns que continuaram com seu excelente trabalho, nomes como Woody Allen, Bergman, Kurosawa, irmãos Cohen.
Felizmente em 1994 "Pulp fiction" chegou para abrir os olhos de todos, questionando para onde o cinema estava indo e então as coisas começaram a melhorar. As trevas das repetições, da falta de criatividade e talento ficavam para trás. Infelizmente, essas trevas não podiam ser acorrentadas como a um titã e nesse final de década parece ter nos encontrado, como se estivesse a espera em uma esquina próxima esperando que a encontrássemos. Até mesmo Sofia Coppola, em uma entrevista no festival de Veneza, admitiu que estamos passando por uma época difícil para os diretores independentes. E no ano que promete "Tron: Legacy" ser o melhor do ano não nos permite discordar da diretora. Sofremos uma avalanche de refilmagens, e do estilo "Jerry Bruckheimer", um padrão estético no qual a bilheteria é o único fator levado em consideração. Também temos os pseudocults como "A origem" e "A ilha do medo". Os filmes de vampiros, os filmes de HQs. Passamos pelo esquecimento da comédia como gênero transformando-na em meros sub-gêneros de qualidade duvidosa, ramificando-na em "comédias-românticas", "comédias-pastelão", "comédias de humor-negro", sem falar no terror que também perde suas características para o "gore". Para onde estamos indo? Será que há saída? Numa crise resta-nos torcer por um final feliz, o problema é saber quanto tempo teremos de esperar e dessa vez não temos Woody Allen, Bergman, Kurosawa para nos salvar durante esse devir.